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terça-feira, 23 de julho de 2013

DEVAGAR, QUE TEMOS PRESSA...

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Devagar, que temos pressa

Henrique Monteiro
8:00 Terça feira, 23 de julho de 2013

Havia uma frase antiga - e as coisas antigas têm por vezes a vantagem da sabedoria - que rezava assim: "Devagar que tenho pressa". Eu penso que este conselho deve ser dado a Passos Coelho. A pressa é má conselheira, convém mesmo que ele pense bem no que vai fazer. 
Digo isto porque se a ideia do primeiro-ministro é aquela que referiu na semana passada - ou seja a continuação da política, estilo e forma de governar destes dois primeiros anos - não dou muito tempo até haver uma nova crise política.
Porém, se a ideia é aquela que referiu, ainda que muito por alto, ontem em Vila de Rei, ainda pode ter uma hipótese. Ou seja, se o primeiro-ministro arrepiar caminho e passar a dialogar com o PS e os parceiros sociais; se conseguir animar a Economia; se baixar o IVA na restauração e começar a baixar o IRC; se conseguir que Portas faça simultaneamente a reforma do Estado e a coordenação da Economia e Finanças; se, enfim, conseguir negociar com a troika algumas vantagens, nomeadamente a possibilidade de derrapagem do défice e, sobretudo, se mantiver a unidade no Governo, pode ser que aguente.
Só que... há duas objeções: uma, é que ninguém sabe muito bem que caminho é esse e como se percorre essa estrada. Ou seja, toda a gente quer crescimento, ânimo na economia e baixa de impostos, mas ainda não ouvi ninguém dizer como se faz.
Depois, não há nada mais imutável do que a natureza humana. E Passos, até hoje, nunca mostrou a humildade suficiente para reconhecer um erro sequer. Daí que duvide muito da possibilidade da redenção do chefe do Governo.
Por isso, ele deve pensar bem. Que faça o que se chamava uma introspeção. Sente-se capaz de mudar? Se sim, que escolha bem; se não, pode crer que não aguenta. 



2 comentários:

  1. Tal como o autor do texto, também eu não acredito no Passos Coelho nem um pouco, o homem é vidrado na Merkel e nas medidas por ela propostas e não se vai desviar um milímetro, a não ser que Paulo Portas lhe faça frente, o que também não acredito, pois sai bastante enfraquecido destes tristes episódios que foi protagonistas nos últimos tempos.
    Um abraço
    Virgílio

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  2. Devagar que temos pressa
    Na caxomola do Coelho
    Ideia que não encaixa
    De ninguém aceita conselho.

    O bicho não tem vagar
    Porque tudo quer comer
    Vai agora remodelar
    O paizinho disse para fazer.

    Depois da confusão
    Vem a brincadeira
    Pura especulação
    Só mudam de cadeira.

    Da tragédia continuação
    Para mais não tem inteligência
    Teimosa aberração
    Com o apoio da presidência!

    Boa tarde para ti amigo António.
    Um abraço
    Eduardo.

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