NATAL ILUMINADO DE ALEGRIA PARA TODOS!

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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

CRISE, A QUANTO OBRIGAS!


 A crise obriga a mudar de vida. Mas que hábitos e comportamentos vamos alterar? O que pode surgir de novo na organização do quotidiano? Falámos com investigadores e registámos transformações que poderão ocorrer, para lá de comer mais em casa ou andar de autocarro.
Usar mais os transportes públicos ou levar comida para o trabalho são apenas alguns exemplos que identificamos de imediato como hábitos que se poderão acentuar em 2012. Mas o PÚBLICO foi ouvir, entre outros, historiadores, sociólogos e escritores sobre o tema e há respostas mais surpreendentes. Há quem acredite que o associativismo e as tertúlias regressarão; os adolescentes procurarão trabalho nas férias; os universitários tentarão arranjar part-time para pagar os cursos; os quintais terão mais hortas; e os vizinhos passarão a conhecer-se melhor.

Passar mais tempo em casa, conhecer melhor os vizinhos

À força de consumirmos menos e pouparmos mais, vamos reduzir as idas ao restaurante e a outros espaços de lazer, e estar mais tempo em casa. Uma das consequências será o aumento das refeições caseiras, até para levar também comida para o trabalho. O escritor Mário Zambujal acredita que as pessoas vão "visitar-se mais": "Vão juntar-se nas casas umas das outras para uma festinha."

Os encontros familiares serão mais frequentes e, em alguns casos, diferentes gerações poderão viver juntas: "É possível que deixe de ser viável que as pessoas da classe média tenham familiares em instituições privadas, que são caras. E que os familiares mais idosos fiquem mais tempo junto das famílias, que voltam a ser alargadas", avança o sociólogo e professor da Universidade de Coimbra, Elísio Estanque.

Maria Filomena Mendes, presidente da Associação Portuguesa de Demografia, também acredita que tal poderá acontecer, sobretudo "nas famílias com baixos recursos": "Haverá um retorno dos avós ao lar. Com o desemprego, as pensões dos idosos acabam por ajudar na gestão do orçamento." Estanque também sustenta que poderão surgir relações de proximidade entre vizinhos: "Se as pessoas passarem a estar mais na sua zona, têm mais probabilidade de se encontrarem com as que residem ao lado, e que muitas vezes nem sabem quem são". E, cada vez mais, a casa será o escritório: "Trabalhar em casa de pijama é algo que já está a acontecer", diz Zambujal.

Maior vivência comunitária, tertúlias e associativismo

Não será só a preferência pelos transportes públicos que poderá aumentar, mas também uma utilização partilhada do carro: "Os vizinhos que vivem na periferia irão organizar-se mais colectivamente [para se deslocarem]", diz Elísio Estanque.

Maria Filomena Mendes realça também o recurso à bicicleta ou a andar a pé, até porque muita gente abandonará os ginásios. Nas palavras de Pedro Moura Ferreira, sociólogo do Instituto de Ciências Sociais, "a grande mudança passará pela filosofia do menos em quase todas as esferas da nossa vida".

O presidente da Cáritas Diocesana do Porto, Barros Marques, acredita que estes comportamentos fomentarão "um estilo de vida mais comunitário e menos individualista: "Vamos criar laços de alguma economia doméstica, familiar, fazer reuniões com amigos", partilhando comida. "E regressarão as grandes tertúlias e o associativismo, como espaços de debate, de troca de impressões, de esclarecimento, nos quais as pessoas sintam que estão a remar juntas."

Trabalhar mais

Vamos trabalhar mais horas por menos dinheiro. Entre outras medidas, as férias serão mais curtas e os bancos de horas e gestão de pontes mais flexíveis. Mas as alterações no que respeita ao trabalho não se ficarão por aqui e há quem acredite que a crise fará com que os adolescentes procurem trabalhos nas férias e os universitários em regime part-time .

FUI AO PÚBLICO, LI E ACHEI INTERESSANTE ESTE TEXTO E ATUALIZADO!

4 comentários:

  1. Eu acho que o problema é que o povo não gosta de trabalhar.
    Todos procuram um emprego, mas trabalho... está quieto oh mau.
    E esta coisa de esticar a escolaridade obrigatória (sem qualquer critério) até aos 18 anos vai fazer as coisas piorarem muito.
    Quem vai vergar a mola depois de tantos anos à boa vida?
    Dentro de alguns anos só teremos velhos reformados e doutores desempregados.
    Vai ser bonito, vai!

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  2. Mais palavras para quê,
    Tintinaine, disse tudo
    Todos sabem porquê
    Por haver muito cabeçudo!

    Trabalhar faz calos,
    Meninos para a escola
    Se não mudarem estes hábitos
    Para que serve andarem de sacola?

    Tantos anos a estudar,
    Para pouco aprender
    Se não quer trabalhar
    Não precisa trabalho haver!

    Desejo um bom dia de segunda-feira para ti amigo António.

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  3. Esta coisa do trabalho em Portugal sempre foi uma doença principalmente para "os nativos de Olíssipo"... A cultura irá ter que mudar, e entretanto até que a coisa melhore, façam como eu (o clube português fica a 30 Km) tomem a bica em casa... Imaginem 30 bicas X mês = ?!
    Valdemar Alves

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  4. Quem souber multiplicar, com facilidade sabe a sua despesa mensal, o pior é que a nova geração se habituou aos cartões multibanco, máquinas de calcular, etc. E não faz contas à vida.

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