Tu, flor de Vénus, Corada Rosa, Leda, fragrante, Pura, mimosa, Tu, que envergonhas As outras flores, Tens menos graça Que os meus amores. Tanto ao diurno Sol coruscante Cede a nocturna Lua inconstante, Quanto a Marília Té na pureza Tu, que és o mimo Da Natureza. O buliçoso, Cândido Amor Pôs-lhe nas faces Mais viva cor; Tu tens agudos Cruéis espinhos, Ela suaves Brandos carinhos; Tu não percebes Ternos desejos, Em vão Favónio Te dá mil beijos. Marília bela Sente, respira, Meus doces versos Ouve, e suspira. A mãe das flores, A Primavera, Fica vaidosa Quando te gera; Porém Marília No mago riso Traz as delícias Do Paraíso. Amor que diga Qual é mais bela, Qual é mais pura, Se tu, ou ela; Que diga Vénus... Ela aí vem... Ai! Enganei-me, Que é o meu bem.
Tiveste sorte, não a desejes nunca mais, nem tenhas saudades de quem a fizera uma rosa perfumada esperou por ti no cais quando são e salvo regressaste da guerra!
Quem tem uma rosa
ResponderEliminarTão bem que fica!
Afinal até a rosa
É Sporting Benfica!
Esta não é do Bocage mas é verdade, ramo verde e pétalas encarnadas.
Abraço companheiro Páscoa.
Tiveste sorte, não a desejes nunca mais,
ResponderEliminarnem tenhas saudades de quem a fizera
uma rosa perfumada esperou por ti no cais
quando são e salvo regressaste da guerra!
Tenhas uma boa tarde amigo António,
Este Bocage era duas vezes grande. Um grande malandro e um grande poeta!
ResponderEliminarMuito bom! Duas belas rosas; a rosa gerada pela Primavera
ResponderEliminare a rosa Marília, o verdadeiro encanto do poeta!
xx
Há rosas assim. Belas e inspiradoras.
ResponderEliminarUm abraço