Sonho de mulher cigana chega ao ensino superior
Aluna de Animação Socioeducativa, na Escola Superior de Educação, Tânia beneficiou do regime de acesso para maiores de 23 anos e vai frequentar o curso em regime pós-laboral. Em todo o processo teve o apoio do projeto Opré Chavalé, que visa facilitar o acesso das comunidades ciganas ao ensino superior.
“Desde menina que sempre quis ir mais longe e ter a minha própria carreira profissional”, confessa Tânia. Mas não foi fácil a esta mulher cigana, nada e criada na Figueira da Foz, chegar aos bancos da ESEC. “Não é fácil, mesmo com todo o apoio da família, como ela teve e tem, vencer uma herança cultural de séculos e a pressão social de uma sociedade formatada na rejeição e na desigualdade de oportunidades”, afirma Bruno Gonçalves, vice-presidente da Associação Letras Nómadas, parceira do projeto Opré Chavalé.
Na quinta-feira, o DIÁRIO AS BEIRAS acompanhou o primeiro dia de aulas de Tânia na ESEC. Com ela esteve, sempre, Bruno Gonçalves. Um e outro não conseguiram esconder a emoção do momento e o entusiasmo pela conquista de um passo mais no caminho da integração, para as comunidades ciganas em Portugal. E, porque o dia se aproximava, logo ali ficou acertado que este trabalho seria editado e impresso no Dia Mundial da Igualdade. Hoje, portanto.
(Reportagem completa na edição impressa)





























