quarta-feira, 4 de março de 2015

COITADO! QUE EM UM TEMPO CHORO E RIO...

Coitado! que em um tempo choro e rio;
Espero e temo, quero e aborreço;
Juntamente me alegro e entristeço;
Du~a cousa confio e desconfio.
Voo sem asas; estou cego e guio;
E no que valho mais menos mereço.
Calo e dou vozes, falo e emudeço,
Nada me contradiz, e eu aporfio.
Queria, se ser pudesse, o impossível;
Queria poder mudar-me e estar quedo;
Usar de liberdade e estar cativo;
Queria que visto fosse e invisível;
Queira desenredar-me e mais me enredo:
Tais os extremos em que triste vivo!
Camões

segunda-feira, 2 de março de 2015

ERA UMA VEZ UM QUIOSQUE...


Era no Largo das Alminhas, na Gala, ao seu lado era um centro comercial com oito lojas, hoje derivado à crise, só um restaurante e um chinês resistiram!


No lugar do quiosque, passou a ser o refeitório das pombas e gaivotas que vão destruindo o prédio ao lado, hoje foi o fim do referido refeitório, o que irá nascer neste local caberá aos autarcas locais decidirem, arrisco-me a atirar um palpite! Talvez mais um barquinho da faina piscatória?

domingo, 1 de março de 2015

VOLTAMOS ÀS CASAS DE FADO DE LISBOA...



Associação Casas de fado de Lisboa resistem graças aos turistas

Integradas nos bairros históricos de Lisboa, as casas de fado têm resistido às dificuldades do mercado e redução de público português, sobretudo devido à maior afluência de turistas, disse a presidente da Associação Portuguesa Amigos do Fado (APAF).
A situação económica do país tem afastado os portugueses destes locais e, hoje, "é um luxo ir a uma casa de fados", sublinhou Julieta Estrela de Castro, ressalvando que não está em causa o interesse pelo fado.

"Se, anteriormente, tínhamos uma média de 80% de portugueses [nas casas de fado], presentemente não temos 40% de portugueses", admitiu a presidente da APAF, adiantando que, no entanto, "existe uma maior afluência de clientes estrangeiros".
No Bairro Alto, a casa "O Faia", fundada em 1947 por Lucília do Carmo, mãe do fadista Carlos do Carmo, continua a ser um negócio de família, em que todos os dias, exceto ao domingo, existem espetáculos com a participação de artistas fixos, como Ricardo Ribeiro, Lenita Gentil, Anita Guerreiro e António Rocha.
Ao longo de mais de meio século de existência, "O Faia" tem conquistado "público essencialmente nacional", mas também turistas "super-interessadíssimos" em ouvir fado, disse um dos responsáveis pelo espaço, Paulo Ramos.
"Às vezes temos 85 a 90% de turistas na sala. Faz parte. Se fossem só os portugueses a sustentar estas casas, era mais complicado", afirmou.
Com um preço médio "a partir de 60 a 65 euros por pessoa", atualmente o negócio "está a correr bem, mas podia estar melhor", defendeu o responsável pelo espaço, frisando que sempre se ultrapassaram "os períodos menos bons", sempre "em prol da cultura e do fado".
A funcionar há 36 anos, a "Adega do Ribatejo", no Bairro Alto, é considerada uma casa de fado "vadio", pois os artistas variam consoante quem aparece para cantar e o preço médio por pessoa "ronda os 20 euros com refeição completa", referiu o proprietário, Augusto Silva.
Apesar de ser um preço mais acessível, a evolução do negócio tem sido "negativa [porque] as pessoas não têm dinheiro para comer, não podem gastar, não bebem bebidas, dividem as doses, é diferente", explicou.
Segundo o proprietário da "Adega do Ribatejo", os clientes são "80% estrangeiros e 20% portugueses".
Mais recente, a casa "Guitarras de Lisboa" surgiu em 2003 no bairro de Alfama, com preços de, "em média, 30 euros por pessoa" e com espetáculos diários com artistas fixos, disse o proprietário António Mendes.
Embora admita que os restaurantes que vivem do fado "não são restaurantes para se ir jantar com alguma assiduidade", António Mendes considera que isso talvez se tenha convencionado assim "mais por uma questão monetária".
Apesar disso, o empresário admite que o negócio "felizmente, todos os anos tem crescido".
Atualmente, o público que assiste aos espetáculos de fado "é muito mais amplo", abrange outras camadas sociais e chega aos mais jovens, que "hoje têm muito maior acesso à cultura do que anteriormente tinham", considerou a presidente da APAF.
De acordo com Julieta Estrela de Castro, "presentemente, há 33 casas de fado" em Lisboa, têm aberto muitas porque "as pessoas pensam que abrem uma casa e que enriquecem, mas é mentira".
"Está muito difícil segurar uma casa de fados, sempre foi difícil, mas presentemente há muitos apêndices a pagar", desde taxas à Sociedade Portuguesa de Autores e à Direção Geral de Espetáculos, [até] água, luz, empregados e IVA a 23%, mencionou a responsável da APAF.
Em 2011, o fado foi elevado à Património Oral e Imaterial da Humanidade pela UNESCO, porém "ninguém reconheceu as casas de fado", quando foram elas que aguentaram e se sacrificaram e "viveram a balões de soro" até o fado ser distinguido, frisou.
A presidente da APAF, Julieta Estrela de Castro, e os proprietários das casas de fado criticaram ainda a falta de apoio por parte da Câmara de Lisboa e do Governo para a promoção do fado nestes espaços, que fazem parte da cultura portuguesa, em especial dos lisboetas.

sábado, 28 de fevereiro de 2015

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

BOM FIM DE SEMANA...


Numa praia onde o sol brilha!


Vou partir à procura dum fim de semana cor-de- rosa, meus amigos e amigas, façam favor de serem felizes e tenham um ótimo fim de semana!...

SERÁ VERDADE, OU FOI UM SONHO?

Finalmente Uma Boa Notícia!

Aluguer de contadores de água, luz e gás acaba dia 26 Maio de 2015
NÃO ESQUECER!

Aluguer de contadores de Água, luz e gás acaba dia 26 Maio de 2015
Os consumidores vão deixar de pagar os alugueres de contadores de
água, luz ou gás a partir de 26 de Maio próximo. Nesta data entra
também em vigor a proibição de cobrança bimestral ou trimestral destes
serviços, segundo um diploma que foi ontem publicado na edição do
Diário da República.
A factura de todos aqueles serviços públicos vai ser obrigatoriamente
enviada mensalmente, evitando o acumular de dois ou três meses de
facturação, indica a Lei 12/2008, ontem publicada no boletim oficial e
que altera um diploma de 1996 sobre os 'serviços públicos essenciais'.

A nova legislação passa a considerar o telefone fixo também como um
serviço essencial e inclui igualmente nesta figura as comunicações
móveis e via Internet, além do gás natural, serviços postais, gestão
do lixo doméstico e recolha e tratamento dos esgotos.
O diploma põe fim à cobrança pelo aluguer dos contadores feita pelas
empresas que fazem o abastecimento de água, gás e electricidade.

Também o prazo para a suspensão do fornecimento destes serviços, por
falta de pagamento, passa a ser de dez dias após esse incumprimento ,
mais dois dias do que estava previsto no actual regime.

Outra mudança importante é o facto de o diploma abranger igualmente os
prestadores privados daqueles serviços, classificando-os como serviço
público, independentemente da natureza jurídica da entidade que o
presta.
Numa reacção à publicação do diploma em causa, 'a Deco
congratula-se com estas alterações, há muito reivindicadas', afirmou à
agência Lusa Luís Pisco, jurista da associação de defesa do
consumidor.
O diploma ontem publicado, para entrar em vigor a 26 de Maio, proíbe
também a cobrança aos utentes de qualquer valor pela amortização ou
inspecção periódica dos contadores, ou de 'qualquer outra taxa de
efeito equivalente'.





terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

ATÉ CONSEGUIRAM AUMENTAR O MÊS DE FEVEREIRO...


Só hoje tive conhecimento deste aumento, peço desculpa não vos ter informado mais cedo, são mais três dias de trabalho, são mais dois mil milhões para amortecer a dívida!
Para o próximo ano vai ser erguida uma estátua a Luís Albuquerque em Bruxelas!
VIVA O FILHO OBEDIENTE POVINHO.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

UM BAIRRO ANTIGO, O MARUJO E O FADO...


Era um fim de semana de folga, o marinheiro embarca na vedeta da marinha na Base Naval do Alfeite rumo a Lisboa, depois da travessia do Tejo, com sonhos girando na sua cabeça desembarca na Doca da Marinha, atravessa o Terreiro do Paço, sobe a Rua Augusta dirigindo-se a S. Domingos, pára na 1ª tasca, pede uma ginja com elas! Com elas se senta à mesa da sala e vão mais três cafés com cheirinho, é chegada a hora do lanche, dirige-se como habitualmente às ruelas estreitas do Bairro Alto, tascas típicas porta sim, porta não, ao dobrar a esquina um cheirinho bem conhecido a iscas na frigideira convida-o a entrar, ao balcão pede as iscas quentinhas no pão e uma sagres, com as baterias a meia carga, vai mais uma caminhada que termina ao anoitecer numa casa típica do fado, senta-se, o silêncio é de ouro, é uma voz que canta acompanhada à guitarra e viola portuguesas que choram a trinar, segue-se um intervalo e recomeça com uma jovem fadista morena de cabelos longos que, cantando se dirige à mesa do marinheiro, estende-lhe a mão que de pronto num impulso incontrolável a beija mui respeitosamente, acabada a sua atuação, pede licença para se sentar a seu lado, mais uma bebida se faz favor, cantou mais um fado desta vez dedicado ao marinheiro que entusiasticamente a ia aplaudindo...
Conversa puxa conversa, informa o seu já amigo marinheiro, que tinha nascido na Figueira da Foz e cantava há dois anos em Lisboa, a noite ia longa e resolveram sair juntos de mãos dadas até à Praça da Figueira e foi ali na Pensão Figueira que tiveram uma louca noite de amor, foi de madrugada que soube que teria sido uma despedida, pois a viagem do seu marinheiro estava marcada dois dias depois para Moçambique!



Dois anos e meio depois regressa e foi o primeiro local procurado, (a casa de fados no Bairro Alto), os proprietários eram os mesmos, mas a fadista tinha partido com o namorado para a América...
Doze anos decorridos o marinheiro já casado, sentado no seu sofá em frente da televisão, assiste a um espetáculo organizado pelas comunidades portuguesas, numa localidade americana e ouve anunciar o nome da fadista, ia caindo para o lado! (Ela estava ali e ia cantar o fado), doze anos mais velha mas sempre bonita e elegante e a longa distância que os separava não impediu que o coração marinheiro batesse mais forte e que as belas recordações do Bairro e da fadista estivessem bem presentes na sua memória e assim fado e marinheiro continuarão de mãos dadas para a eternidade.




sábado, 21 de fevereiro de 2015

SÓ QUATRO MESES?

Temos que alterar o tempo de discursos e meter mãos ao trabalho, quatro meses é pouco e agora?

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

ESTOU SOLIDÁRIO COM A SENHORA...


Porque imagino como se está sentindo tão só!

E quando se perde alguém que sempre procurou o calor amado, que chorava de alegria, que gemia de prazer, sente-se uma enorme tristeza e todos nós, independentemente do sexo, iremos perceber a falta desse alguém quando o tempo começar a pesar sobre as nossas cabeças, por isso e só por isso, estou solidário com esta senhora! Por agora espero que...


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

ODE MARÍTIMA...

Um dos melhores poemas de Fernando Pessoa!


Sozinho, no cais deserto, a esta manhã de Verão,
Olho pró lado da barra, olho pró Indefinido,
Olho e contenta-me ver,
Pequeno, negro e claro, um paquete entrando.
Vem muito longe, nítido, clássico à sua maneira.
Deixa no ar distante atrás de si a orla vã do seu fumo.
Vem entrando, e a manhã entra com ele, e no rio,
Aqui, acolá, acorda a vida marítima,
Erguem-se velas, avançam rebocadores,
Surgem barcos pequenos detrás dos navios que estão no porto.
Há uma vaga brisa.
Mas a minh’alma está com o que vejo menos.
Com o paquete que entra,
Porque ele está com a Distância, com a Manhã,
Com o sentido marítimo desta Hora,
Com a doçura dolorosa que sobe em mim como uma náusea,
Como um começar a enjoar, mas no espírito.
Olho de longe o paquete, com uma grande independência de alma,
E dentro de mim um volante começa a girar, lentamente.
Os paquetes que entram de manhã na barra
Trazem aos meus olhos consigo
O mistério alegre e triste de quem chega e parte.
Trazem memórias de cais afastados e doutros momentos
Doutro modo da mesma humanidade noutros pontos.
Todo o atracar, todo o largar de navio,
É — sinto-o em mim como o meu sangue —
Inconscientemente simbólico, terrivelmente
Ameaçador de significações metafísicas
Que perturbam em mim quem eu fui…
Ah, todo o cais é uma saudade de pedra!
E quando o navio larga do cais
E se repara de repente que se abriu um espaço
Entre o cais e o navio,
Vem-me, não sei porquê, uma angústia recente,
Uma névoa de sentimentos de tristeza
Que brilha ao sol das minhas angústias relvadas
Como a primeira janela onde a madrugada bate,
E me envolve com uma recordação duma outra pessoa
Que fosse misteriosamente minha.

PORTINHO DA GALA DESESPERA COM UM DOS PIORES ANOS DA PESCA DA LAMPREIA!

Anildo Ramos e José Tesouro, no Portinho da Gala, freguesia de São Pedro. FOTO DB/JOT'ALVES
Anildo Ramos e José Tesouro, no Portinho da Gala, freguesia de São Pedro. FOTO DB/JOT’ALVES
Era uma vez um grupo de pescadores com embarcações amarradas no Portinho da Gala, na Figueira da Foz, que se queixava sempre que a época da lampreia já não é o que era. E tinha razão.
Porém, o “pior ano” das duas últimas décadas ainda estava para chegar, mas chegou. José Tesouro, 59 anos, pescador desde os 17, afiança a esta reportagem que “todos dizem que este ano está a ser mesmo mau”.
Anildo Ramos, 59 anos, faz suas as palavras do companheiro de faina. Este pescador figueirense fala na primeira pessoa aquilo que os quatro anos de experiência no mar e no Mondego lhe ensinaram, mas há muito que ouve dizer que os tempos áureos da pesca do ciclóstomo são águas passadas. “O ano passado foi mau, mas foi muito melhor do que este ano”, garante.
                                                                                     (Diário as Beiras)

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

O CARNAVAL FOI ASSIM NA COVA-GALA...







Depois da bela feijoada e dos torresmos, o Carnaval da Cova-Gala! Nada melhor para ajudar a digestão, da máscara com a minha idade já não preciso, só preciso conservar no meu interior o espírito jovem.

domingo, 15 de fevereiro de 2015

TRADIÇÕES BEM PORTUGUESAS QUE DEVEMOS PRESERVAR...


Ao almoço a bela feijoada à portuguesa


O início da preparação dos rojões, ou torresmos


Que se foram degustando durante a tarde


Não é tarde para ensinar os mais novos


E o "professor Querido" deu início à aula



Prontos a servir, vamos a eles



O vinho que eu gosto, para acompanhar


E em dia dos namorados não podia faltar o respetivo bolo com os docinhos corações.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

É DE COIMBRA A MELHOR DO MUNDO...



Judo Telma Monteiro é a melhor do mundo

A judoca portuguesa mostrou a sua alegria nas redes sociais, após subir no ranking mundial da categoria -57kg.
Telma Monteiro é a melhor judoca feminina do mundo na categoria -57 kg. A atleta portuguesa recorreu ao Facebook para publicar o ranking e mostrar a sua satisfação com a distinção.


“Sou nº 1 do Ranking Mundial!!! Orgulho em todo o meu caminho até aqui. Muito feliz por pôr Portugal no topo. 

OS BRAÇOS DE FERRO...


Decisão adiada para segunda feira!